OS FÍSICOS de Friedrich Dürrenmatt

OS FÍSICOS de Friedrich Dürrenmatt
21/07/2017 a 22/07/2017

Coprodução da ACE – Famalicão e Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.
Alunos do 3º ano do Curso Profissional de Artes do Espetáculo-Interpretação da Academia Contemporânea do Espetáculo – Famalicão

Drama satírico escrito em 1961 em plena Guerra Fria, no mesmo ano em que foi erguido o muro de Berlim. Numa época de grandes desenvolvimentos na ciência e na tecnologia nuclear e no rescaldo de Hiroshima e Nagasaki, a peça debruça-se sobre a ética na ciência e as responsabilidades cívicas do ser humano.
Em 2017, num tempo assombrado de novo por calamidades humanitárias, construção agressiva de muros  e fronteiras, constantes atentados terroristas, perigosos testes nucleares, catástrofes ambientais e por chefes de estado loucos e irresponsáveis, este texto renova-se de sentidos.  
A história passa-se numa sala do sanatório de luxo  “As Cerejeiras” dirigido pela psiquiatra Matilde de Zahnd onde estão em tratamento os pacientes Herberto Jorge Beutler que acredita ser Newton, Ernesto Henrique Ernesti  que pensa ser Einstein e  João Guilherme Möbius que se diz visitado pelo bíblico Rei Salomão. A peça começa com a polícia a analisar o local do crime pois uma das enfermeiras foi assassinada por “Einstein”. Já antes “Newton” teria morto outra enfermeira e mais tarde Möbius acaba por  assassinar uma terceira. As enfermeiras são substituídas por enfermeiros corpulentos, as janelas ganham grades e os doentes ficam sob constante vigilância. Os três homens acabam por confessar entre si que não são loucos.  Möbius é um brilhante físico que tenta proteger as suas importantes descobertas e  “Einstein” e  “Newton” são dois físicos espiões que tentam aliciá-lo. As enfermeiras foram danos colaterais deste plano de espionagem. Os dois tentam convencer  Möbius a disponibilizar as suas descobertas que ele revela que destruiu e depois de muito debaterem os três chegam a acordo sobre a necessidade de proteger a humanidade e decidem manter-se como loucos no sanatório. Mas a história sofre uma súbita reviravolta quando a psiquiatra Matilda de Zahnd abre o jogo e expõe o seu plano maquiavélico.

FICHA TÉCNICA
Versão de Lígia Roque a partir da tradução de Irene Issel e Jorge de Macedo
Encenação: Lígia Roque
Figurinos: Paula Cabral
Desenho de Luz: Pedro Correia
Sonoplastia: Rui Vieira
Cenografia: Rosana Amorim
Registo Fotográfico: Daniel Rodrigues
Penteados: José Resende
Apoio de voz e elocução: Emília Silvestre
Direção de Produção: Glória Cheio
Produção: Pedro Barbosa
Assistência de Encenação: Rita Ribeiro
Assistência de Produção: Catarina Lima
Interpretação:
Ana Ribeiro, Andreia Reis, Bianca Mattos, Bruna Ribeiro, Bruno Rodrigues, Catarina Malheiro, Daniela Macedo, Diogo Peixoto, Fábio Vieira, Jessica Azevedo, Joana Oliveira, Marta Barbosa, Miguel Ângelo, Pedro Barros, Rafael Ferreira, Ruben Martins, Sofia Pereira e Telmo Cunha
(Alunos do 3º ano do Curso Profissional de Artes do Espetáculo-Interpretação da ACE Escola de Artes – Famalicão)

M/12 . 90’

Teatro
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